sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PESSOAS ORQUÍDEAS


Elas estão por toda parte. Por certo cada um de nós já vimos uma, ou conhecemos alguma pessoa que as cultiva. Algumas pessoas possuem uma, ou possuem várias. As orquídeas embelezam, elas dão charme, chamam a atenção. São vaidosas, coloridas e cheias de vida. É uma das maiores famílias de plantas existentes no mundo.

Assim, como na flora, nossas vidas sempre estão recheadas de pessoas orquídeas. São exatamente aquelas pessoas que agem e vivem como se fosse uma orquídea. Se você não sabe, uma orquídea precisa de outra árvore para sobreviver. Não que ela seja uma parasita, mas elas precisam de muita ajuda, inclusive para ter a luz do sol. As orquídeas sugam a vida da arvore, para manter-se viva e forte, atraindo as pessoas.

As pessoas orquídeas, são aquelas que te procuram só quando precisam. Elas somem e nunca te ligam ou te encontram de forma descomprometida. Geralmente, quando precisamos delas, elas estão ocupadas demais para uma atenção. Clamam muito por justiça, sempre em causa prórpia. São verdadeiras orquídeas. Essas pessoas, não deixam de ter seu brilho próprio, sua vaidade e talento. Mas o problema, é que pra certas atitudes na vida, elas não conseguem "se virar" sozinhas, tal qual as orquídeas.

Essas plantas, para terem toda essa vitalidade, precisam de muita energia. Por isso, seus cultivadores precisam de boas e fortes plantas, que lhes dão vida. Precisam de todo um melindre para serem cultivadas, senão não vingam. As pessoas orquídeas também. Chega ao tempo que, qualquer verdade dita, é muito sofrimento e ferida exposta.

O sinal mais vital nessa relação, é que, ou você corta a pessoa orquídea e de forma lenta, ensine-a a levar a cabo as suas decisões, ou em longo tempo também, ela acaba por te matar. Matar, não é literalmente morte. Mas é findar a admiração que tínhamos por aquela pessoa; a relação que se desgasta e estar com essas "orquídeas" quase sempre é um desprazer e finalmente descobrimos que, aquela pessoa, que julgávamos ser forte, é fraca, volúvel e sanguessuga.

Lembremo-nos sempre: Ficar perto de uma orquídea, de sua cor e vitalidade é muito bom. Cuidar das mesmas, é sempre muito desgastável, trabalhoso e leva muito tempo.


Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional e professor universitário em Goiânia - GO.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PÃO E CIRCO PARA O POVO


Essa frase foi dita na Roma Antiga, isso já há muito tempo atrás. Foi o Imperador Romano Vespasiano que a proferiu, quando da construção do Grande Coliseu. Mal sabia ele, que hoje, centenas de anos depois, o Coliseu está mais vivo do que nunca.

Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos. É impressionante a influência que a mídia exerce sobre as pessoas, em especial a televisão. É exatamente a fartura de pão e circo que nos é jogado de "graça" todos os dias.

Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções de diversões. E o mais interessante é que é disso mesmo que o povo gosta. É isso que dá o ibope. Nas tardes, manhãs e noites, não faltam opções de "lazer". O Coliseu está entre nós.

Vem de fazendas, de casos de família, muitos deles nas tardes insólidas de domingo. Outras há que surgem dos axés da vida, das tocas de ratinhos, do humor ultrapasado nas noites de terça-feira, das bocas de garrafas, seguradores de tchans e até as professoras que por "descuido", mostram a calcinha em festa de axé, e viram celebridades. A escola tem culpa em demiti-la? Quanto mais circo, mais pão ao povo.

Respeitável público, o circo tem distração para todos os gostos.

Fico me perguntando, se a televisão brasileira, fosse voltada para educação. Programas com cultura de fato; com matérias jornalísticas voltadas para a informação imparcial e verdadeira; se lá fosse ensinado a sustentabilidade do planeta; do meio ambiente; se por ela, as crianças aprendessem os princípios da educação moral e cívica... teríamos o ibope que temos hoje, com o circo regado a pão?

Será se temos a televisão que merecemos? Será se é de pão e circo que gostamos mesmo? Será se não gostamos mesmo é do fútil? De ver os Carlinhos que sofreram na vida, como um milhão de pessoas nesse país? Ou não será o de volta pra minha terra que de fato nos emociona?

Haja pão e haja água. Ao povo cartão cidadão e cesta básica.

Que tal ao povo, livro e informação?



Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional e professor universitário em Goiânia - GO.


TRABALHANDO COM O MEDO INFANTIL

Senhores Pais, é natural e absolutamente normal que suas crianças pequenas sintam medo. Bem como, o nervosismo é um sentimento natura...