terça-feira, 23 de agosto de 2016

SE PRECISAR FORÇAR, É HORA DE TROCAR.


Essa devia ser a nossa máxima para a vida. Em todas as relações que construímos por ela, deveriam ser pautadas nessa proposta: Tá apertado? Troca! Tá forçando? Despacha! Tá machucando? Passa pra frente. Seria bom se fosse tão simples assim.

No dia a dia, com objetos e pequenas coisas que nos cercam, é assim que funciona. Os anéis, os sapatos, as roupas, todos eles são esquecidos quando percebemos um dia que aquilo não nos serve mais. Mas porque é tão difícil fazer isso quando o assunto são aqueles que estão em nossas relações e em nossos sentimentos? 

Já pensou sobre aquela amizade que há algum tempo não te acrescenta mais nada, que ela ainda existe porque você anda forçando nas ligações, nas buscas, nos convites e nas redes sociais? Tem percebido que está um pouco apertada e que parece que não te serve mais?  A única saída e trocá-la, deixá-la de lado. Amizades desconfortantes não servem para a vida. Com o passar do tempo, vamos descobrindo que há coisas que melhoram, que se encaixam, enquanto existem outras que apertam, não vão mais se adequando.

O mesmo acontece nos relacionamentos amorosos. Se não ficarmos atentos, eles vão nos apertando, nos sufocando e podemos descobrir muito tempo depois, que já deveria ter dado um fim a eles, bem antes. Precisamos entender, que relacionamos para sermos livres e para isso buscamos alguém que tenha o mesmo compasso na hora do voo. Algumas pessoas, quando se relacionam, se prendem, se auto enjaulam e afasta até os amigos que antes completavam sua vida. Relacionar assim não serve. Se está difícil pra encaixar e quando usa não está confortável, é sinal que precisamos deixar ir. 

De igual modo o emprego: já tem tempos que não te deixa feliz. Está apertado e de todas as maneiras que já tentou, não há solução. A produção caiu e você já tem observado que o seu tamanho é outro e por isso não encaixa mais. Você cresceu! O tempo te fez um outro profissional e por isso não cabe mais naquele cultura, naquele clima e a sua ideologia é outra. Sabe qual a melhor atitude a fazer: mudar. Mudar de ares, deixar aquela vaga para outro e ir atrás de novos desafios. Com certeza, tem um mundo melhor, do que este que serviu por um tempo, mas agora se tornou pequeno demais.

Assim é a vida. De vez em quando precisamos rever tudo o que temos construído e abrir mão de algumas peças, para fazer com que outras novas ocupem o lugar. Pode ser que vai doer um pouco, que machuque de imediato ou até nos cause tristeza e pranto, mas vida apertada e sufocada dói bem mais. E como dói... Só sabe o prazer de usar algo do seu tamanho, feito dentro dos seus moldes, aquele que um dia ousou e fez algumas trocas.

O perigo reside, de forma sutil, no momento em que precisamos forçar algo, para que ele se encaixe a nós. Isso vai gerar dor. Se para o seu tamanho não tem ou está esgotado, parte pra outra. Só vai ser bom, se o tamanho for o seu.  


De hoje em diante o lema é: Se estou precisando forçar, é porque não é pra mim. Eu passo!



Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário,  em Goiânia-GO.

TRABALHANDO COM O MEDO INFANTIL

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